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Tuesday, April 27, 2010

O que e shanga?


O que é uma Sangha?



Uma Sangha é uma comunidade de amigos praticando o Dharma juntos de forma a fazer acontecer e manter a consciência. A essência da Sangha é consciência, entendimento, aceitação, harmonia e amor. Quando você não vê isto em uma comunidade, não é uma verdadeira Sangha e você deveria ter a coragem de dizer. Mas quando você encontra esses elementos presentes em uma comunidade, sabe que tem a felicidade e a sorte de estar em uma Sangha real.



No evangelho de Mateus, achamos a seguinte frase: “Vocês são o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens.” Nesta passagem Jesus descreve seus seguidores como sal. Comida precisa de sal de forma a ficar saborosa. Vida precisa de entendimento, compaixão e harmonia de forma a ser possível de ser vivida. Esta é a contribuição mais importante para a vida que os seguidores de Jesus podem trazer ao mundo. Significa que o Reino dos Céus tem que ser percebido aqui, não em nenhum outro lugar, e que os cristãos precisam praticar de forma que possam ser o sal da vida e uma verdadeira comunidade de cristãos.



Sal é também uma importante imagem no cânone budista e este ensinamento cristão é equivalente ao ensinamento do Buda sobre Sangha. O Buda disse que a água nos quatro oceanos tem um só sabor, o sabor do sal, assim como seus ensinamentos tem apenas um sabor, o sabor da liberação. Portanto os elementos da Sangha são o sabor da vida, o sabor da liberação e temos que praticar de forma a nos tornarmos sal. Quando dizemos, “Eu tomo refúgio na Sangha” não é uma declaração, é uma prática.



Nas escrituras budistas é dito que há quatro comunidades: monges, monjas, homens leigos e mulheres leigas. Mas eu também incluo elementos que não são humanos na Sangha. As árvores, água, ar, pássaros e assim por diante, podem todos ser membros da Sangha. Uma boa almofada também pode. Podemos transformar muitas coisas em elementos de apoio da Sangha. Esta idéia não é inteiramente nova, pode ser achada através dos sutras e no Abbidharma também. Uma pedrinha, uma folha e uma dália são mencionados no Sadharmapundarika Sutra. É dito no Sutra da Terra Pura que se você for plenamente consciente, então quando o vento ventar pelas árvores, você ouvirá os ensinamentos dos Quatro Estabelecimentos de Atenção Plena, o Nobre Caminho Óctuplo e assim por diante. O cosmos inteiro está rezando o Dharma do Buda e o praticando. Se você for atento, entrará em contato com esta Sangha.



Eu não acho que o Buda queria que abandonássemos nossa sociedade, nossa cultura ou nossas raízes de forma a praticar. A prática do budismo deveria ajudar as pessoas a voltar para suas famílias. Deveria ajudar as pessoas e se reintegrar na sociedade de forma a redescobrir e aceitar as boas coisas que existem na nossa cultura e para reconstruir aquelas que não estão.



Nossa sociedade moderna cria muitos jovens sem raízes. Eles estão desenraizados de suas famílias e da sua sociedade. Eles vagam, não completamente como seres humanos, porque não tem raízes. Um bom número deles vêm de famílias desestruturadas e se sentem rejeitados pela sociedade. Eles vivem à margem, procurando por um lar, por algo a que possam pertencer. Eles são como árvores sem raízes. Para essas pessoas é difícil praticar. Uma árvore sem raízes não pode absorver nada, não pode sobreviver. Mesmo se eles praticarem intensamente por dez anos, será difícil para eles serem transformado se permanecerem como uma ilha, se não puderem estabelecer uma ligação com outras pessoas.



Uma comunidade de prática, uma Sangha, pode proporcionar uma segunda chance para um jovem que vem de uma família desestruturada ou é alienado da sua sociedade. Se a comunidade de prática é organizada como uma família, com uma atmosfera amigável e morna, os jovens poderão ter sucesso na prática.



Sofrimento (dukka) é um dos maiores problemas do nosso tempo. Primeiramente temos que reconhecê-lo e notá-lo, Então precisamos olhar profundamente para a sua natureza de forma a encontrarmos uma saída. Se olharmos para a situação presente em nós mesmos e na nossa sociedade, poderemos ver muito sofrimento. Precisamos chamá-lo por seus verdadeiros nomes: solidão, sentimento de ser cortado, alienação, divisão, desintegração da família, desintegração da sociedade. Nossa civilização, nossa cultura foi caracterizada pelo individualismo. O indivíduo quer ser livre da sociedade, da família. O indivíduo não pensa que tem que tomar refúgio na família, na sociedade e pensa que pode ser feliz sem uma Sangha. É por isso que não temos solidez, não temos harmonia, não temos a comunicação que precisamos tanto.



A prática é, portanto, fazer crescer algumas raízes. A Sangha não é um lugar para se esconder de forma a se evitar responsabilidades. A Sangha é um lugar para praticar, para a transformação e a cura do ego e da sociedade. Quando você é forte, pode estar presente de forma a ajudar a sociedade. Se sua sociedade está em confusão, sua família está desestruturada, se sua igreja não é capaz de te prever vida espiritual, então você trabalha para tomar refúgio na Sangha de forma que possa restabelecer sua força, seu entendimento, sua compaixão, sua confiança. Então você poderá usar sua força, entendimento e compaixão de volta para reconstruir sua família e sociedade, para renovar sua igreja, para restabelecer comunicação e harmonia. Isto pode ser apenas feito como comunidade – não como indivíduos, mas como uma Sangha.



De forma a conseguirmos desenvolver algumas raízes, precisamos de um tipo de ambiente que nos ajude a nos tornar enraizados. Uma Sangha não é uma comunidade de prática onde cada pessoa é uma ilha, incapaz de comunicar com os outros. Isto não é uma Sangha verdadeira. Nenhuma cura ou transformação resultará de tal Sangha. Uma verdadeira Sangha deveria ser como uma família na qual há um espírito de irmandade.



Há muito sofrimento, sim, e temos que abraçar esse sofrimento. Mas para ficarmos fortes, também precisamos tocar os elementos positivos e quando formos fortes, poderemos abraçar o sofrimento em nós e ao nosso redor. Se virmos um grupo de pessoas vivendo em plena consciência, capazes de sorrir, de amar, ganhamos confiança no nosso futuro. Quando praticamos respiração consciente, sorrindo, descansando, andando ou trabalhando, nos tornamos um elemento positivo na sociedade e inspiraremos confiança em todos ao nosso redor. Este é o caminho para evitar deixar o desespero nos derrotar. É também o caminho para ajudar as gerações jovens de forma que eles não percam a esperança. É muito importante que vivamos nossa vida diária de tal modo que demonstremos que um futuro seja possível.



Na minha tradição aprendemos que indivíduos não podem fazer muito. É por isso que tomar refúgio na Sangha, tomar refúgio na comunidade é uma prática muito forte e importante. Quando eu digo: “Eu tomo refúgio na Sangha”, não significa que eu quero expressar minha devoção. Não. Não é uma questão de devoção, é uma questão de prática. Sem estar em uma Sangha, sem ser apoiado por um grupo de amigos que estão motivados pelo mesmo ideal e prática, não podemos ir longe.



Se não temos uma Sangha que nos dê suporte, podemos não estar obtendo o tipo de apoio que precisamos para nossa prática, que precisamos para nutrir nossa bodhicitta (o desejo forte de cultivar amor e entendimento em nós mesmos). Às vezes chamamos isso, “mente principiante”. A mente de um principiante é sempre muito bonita, muito forte. Em uma Sangha boa e saudável há encorajamento para a mente do principiante, para nossa bodhicitta. Portanto a Sangha é o solo e somos a semente. Não importa o quanto seja bonita e vigorosa nossa semente, se o solo não nos provê vitalidade, nossa semente morrerá.



Um dos irmãos de Plum Village, Irmão Phap Dung, foi ao Vietnã alguns anos atrás com alguns membros da Sangha. Foi uma experiência muito importante para ele. Ele está no Ocidente desde que era pequeno. Quando ele foi ao norte do Vietnã, pode entrar em contato com alguns dos elementos mais antigos da cultura vietnamita e com as montanhas e rios do norte do Vietnã. Ele me escreveu e disse: “Nossa terra do Vietnã é tão bonita, bonita como um sonho. Eu não ouso dar passos pesados nessa terra do Vietnã”. Ele quis dizer que tinha a atenção plena correta quando andou. Sua plena atenção correta foi devido à prática e ao apoio que ele teve na Sangha antes de ir ao Vietnã. Esta é a mente de principiante, a mente que você tem no início quando se compromete com a prática. É muito bonito e precioso, mas a mente principiante pode ser quebrada, destruída, perdida se não for nutrida ou apoiada por uma Sangha.



Embora ele tivesse sua pequena Sangha perto dele no Vietnã, o ambiente era de muita distração, e ele viu que se ficasse muito tempo longe de uma Sangha maior, ele seria levado pelo ambiente, pelo esquecimento – não apenas seu próprio esquecimento, mas o esquecimento de todos ao seu redor. Isto porque a atenção plena correta para alguém que apenas começou na prática é ainda fraca e o esquecimento das pessoas ao nosso redor é muito grande e capaz de nos arrastar na direção dos cinco desejos. Como a maioria das pessoas ao nosso redor é levada pelos cinco desejos, é este ambiente que nos arrasta e nos impede de praticar a atenção plena correta.



Para praticar a atenção plena correta precisamos de uma ambiente correto, e este é a nossa Sangha. Sem uma Sangha, somos fracos. Em uma sociedade onde todos estão correndo, todos estão sendo levados pelas suas energias de hábito, a prática é muito difícil. É por isso que a Sangha é a nossa salvação. Uma Sangha onde todos estão praticando a caminhada atenta, fala atenciosa, alimentação consciente parece ser a única chance para termos sucesso para terminar o círculo vicioso.



E o que é a Sangha? A Sangha é uma comunidade de pessoas que concordam que se não praticarmos a atenção plena correta, perderemos todas as coisas bonitas na nossa alma e ao nosso redor. As pessoas na Sangha perto de nós, praticam conosco, nos apoiando de forma que não sejamos puxados para fora do momento presente. Seja quando for que nos encontremos em uma situação difícil, dois ou três amigos na Sangha estão lá para nós, entendendo e nos ajudando e nos farão superar tudo. Mesmo na nossa prática silenciosa, ajudamos uns aos outros.



Na minha tradição dizemos que quando um tigre deixa a montanha e vai ao vale, será capturado por humanos e morto. Quando um praticante deixa sua Sangha, abandona sua prática depois de alguns meses. De forma a continuar nossa prática de transformação e cura, precisamos de uma Sangha. Com uma Sangha, é muito mais fácil praticar, e é por isso que eu sempre tomo refúgio na minha Sangha.

O intestino como segundo cerebro

O Intestino Como Segundo Cérebro.

Você sabia que seu intestino é o seu segundo cérebro ?

Sim, ele é. muitos casos de depressão severa advém de um intestino que funciona mal. A fala “enfesado” vem justamente daí, um intestino enfesado gera um humor ruim, mas porque isso? Quase todas as endorfinas e serotoninas que você precisa são fabricadas pelo seu intestino. Sabe-se hoje que corpo e mente não se separam, formam uma unidades inseparável. Vamos saber um pouco mais sobre isso. Foi em 1970, que Candace Pert (1997), entre outros, falaram ao mundo sobre as moléculas da emoção produzidas pelo cérebro, ou seja, os neuropeptídeos. Entre esses os mais conhecidos são as endorfinas. Essas são como uma chave ou fechadura para a nossa experiência com a dor e com o prazer.

Quando comemos algo, como por exemplo pimenta, e sentimos prazer, estamos na verdade sofrendo a influencia das endorfinas. Ou seja, tem coisas que sentimos uma mistura de dor e prazer, quando na verdade era para sentirmos somente dor. Quem já não ouviu a expressão “dor de amor”? Pois é… em 1979, os pesquisadores descobriram que determinados componentes do sistema imunológico, os linfócitos células T, tem receptores para uma endorfina chamada metionina-encefalina. A descoberta confirmou conclusivamente que os neuropeptídeoss, como as endorfinas, são mediadores entre o cérebro e o sistema imunológico. Inversamente, os pesquisadores descobriram também que a glândula Timo elabora uma substância chamada timosina fração 5 que estimula os hormônios supra renais, os quais tem efeito sobre o sistema nervoso central. As endorfinas cerebrais se conectam ao sistema imunológico e a moléculo timosina do sistema imunológico se conecta com o cérebro. Pois é, a novidade é que a maior parte disso tudo, de todas essa química, é produzida em nosso intestino, hoje chamado pelo cientistas como nosso segundo cérebro. Saibam que é da via de mão dupla da conexão psiconeuroimunológica entre o cérebro e o sistema imunológico está estabelecida com os nossos intestinos. Conexões de mão tripla digamos assim, ou talvez quádrupla pois isto também inclui o sistema endócrino.

Deixemos a ciência um pouco de lado e vamos falar de maneira simples: somos um sistema totalmente integrado, um exossistema corporal, tudo esta interligado e hoje sabemos que o nosso intestino é muito importante nessa integração. De brinde, o grande parte de toda a serotonina (molécula da alegria) produzida no organismo é produzida pelo intestino.

Então cuide bem dele e mantenha seu humor “desenfesado”.

Própolis ajuda em recuperação


Própolis ajuda em recuperação
Substância produzida por abelhas tem propriedades curativas e praticamente não apresenta contraindicação.


A própolis é usada como um remédio popular e está disponível na forma de cápsulas, como um extrato, como enxaguatório bucal ou na forma de pó.

Ela é uma mistura complexa, formada por material resinoso e balsâmico coletado pelas abelhas nas árvores. Na colméia, os insetos adicionam secreções salivares e enzimas.

Substância tem propriedades curativas

A própolis tem sido objeto de estudos devido às suas propriedades curativas:

Antibacteriana;
Antifúngica;
Antiviral;
Antiinflamatória;
Protetora de células hepáticas;
Antioxidante;
Antitumoral;
Melhora do sistema imunológico
A coloração da própolis depende de sua procedência. Varia de marrom escuro passando a uma tonalidade esverdeada até o marrom avermelhado. Possui odor característico que pode variar de uma amostra para outra.

É complicado usar em fitoterapia

As propriedades biológicas da própolis estão ligadas a sua composição química, e este possivelmente é o maior problema para o uso da própolis em “fitoterapia”. É que a sua composição química varia com a flora da região e época da colheita, com a técnica empregada, assim como com a espécie da abelha.

Em raros casos é a próprolis é contraindicada, mas deve ser evitada em pessoas que apresentem hipersensibilidade à substância. Além disso, gestantes, lactantes e crianças somente devem consumir este produto sob orientação médica.

Adoçantes Artificiais

Esta matéria tem o intuíto de apresentar, todos os edulcorantes artificiais existentes no mercado, e posteriormente colocar a posição do site de Nutrição do Portal Orgânico em relação ao consumo indiscriminado desses adoçantes.



EDULCORANTES EM ALIMENTOS

Edulcorantes são aditivos para alimentos, definidos como substâncias artificiais não glicídicas, capazes de conferir sabor doce aos alimentos. O uso dos edulcorantes na indústria de alimentos é justificado à produtos destinados aos consumidores que necessitam de restrição calórica em suas dietas, bem como para aqueles portadores de diabetes.

A legislação brasileira divide os adoçantes em naturais, sendo a mais conhecida a estévia, além da frutose e do sorbitol; e os artificiais, como aspartame, ciclamato e sacarina. O que difere as duas modalidades é a origem deste adoçante e também seu poder de doçura em relação ao açúcar. Os edulcorantes apresentam um poder adoçante maior.

A legislação brasileira classificou os edulcorantes em artificiais e naturais da seguinte forma:

Edulcorantes Artificiais:

-Sacarina

-Ciclamato

-Acesulfame K

-Aspartame.


Edulcorantes Naturais:

-Esteviosídeo

-Sorbitol

-Manitol
Os adoçantes chamados naturais são originados de plantas ou moléculas de compostos naturais, como na lactose do leite, o lactitol; e a própria estévia, da planta Stevia rebaudiana, único edulcorante natural produzido em larga escala, cultivado nos países orientais, como China e Japão, e na fronteira do Paraguai. Já os artificiais são feitos a partir de moléculas sintéticas.

SACARINA

A sacarina é o edulcorante mais antigo, descoberta em 1878. Sua doçura é 300 vezes maior que a da sacarose, porém apresenta um gosto residual amargo. Por isso é muito comum encontrá-la associada ao ciclamato, pois isso reduz significativamente esse gosto residual.

Por não ser metabolizada, a sacarina não contribui com calorias para a dieta. É um edulcorante que pode se submetido ao calor e ao meio ácido, sem perda de suas propriedades.

Amplamente utilizada no mercado norte americano até a década de 70, a sacarina foi retirada da lista "GRAS" (Genneraly Recognized as Safe) em 1972, quando um estudo da "WARF" (Wisconsin Alumni Research Foundation) sugeriu, mas não demonstrou claramente, a relação entre a sacarina e câncer de bexiga em ratos. Em 1974, a "National Academy of Science" declarou que essa evidência era inconclusiva. Assim, tanto os Estados Unidos quanto a Europa aprovam o uso seguro da sacarina.

A sacarina é o edulcorante mais ecomômico, considerando a custo por Kg ou ainda à relação custo/poder edulcorante. É utilizada em alimentos ou bebidas dietéticas num limite máximo de 30mg/100g ou 100ml.

CICLAMATO

A descoberta do ciclamato deu-se em 1937 e, após estudos de toxicidade, entrou no mercado americano em 1949, sendo a primeira forma utilizada a de ciclamato de sódio. Alguns anos mais tarde, o ciclamato e seus sais foram incluídos na lista de aditivos "GRAS" (Genneraly Recognized as Safe).

O ciclamato é cerca de 30 vezes mais doce que a sacarose, com sabor muito parecido ao do açúcar. É termoestável, não calórico, não mascara o sabor das frutas e tem compatibilidade com vários tipos de alimentos e ingredientes alimentares. Apresenta longa vida de prateleira e é bastante solúvel em água. É utilizado em alimentos ou bebidas dietéticas num limite máximo de 130mg/100g ou 100ml.

ASPARTAME

A descoberta acidental do gosto doce do aspartame deu-se em 1965, quando o químico James Schlatter, da Searle & Co estudava a síntese de um inibidor da gastrina para um possível tratamento de úlceras. Quimicamente, o composto é o éster metílico de dois aminoácidos: fenilalanina e ácido aspártico (aspartato).

O gosto do aspartame é aproximadamente 180 a 200 vezes mais doce que o da sacarose. Por ser metabolizado como proteína, apresenta 4 calorias por grama. Apesar de apresentar a mesma densidade calórica que a sacarose, o aspartame é capaz de provocar uma grande redução calórica nas formulações devido ao seu elevado poder adoçante. Seu sabor é muito parecido com o da sacarose e não apresenta gosto residual.

O aspartame é utilizado em líquidos acidificados e em bebidas carbonatadas altamente ácidas, porém ele perde sua doçura em pH neutro ou alcalino, ou ainda se submetido a altas temperaturas.

O aspartame é utilizado em alimentos ou bebidas dietéticas num limite máximo de 75mg/100g ou 100ml.

ESTEVIOSÍDIO

A Stevia rebaudiana (Bert.) Bertoni é uma planta nativa do Paraguai e áreas limítrofes do Mato Grosso do Sul. Os índios já conheciam seu sabor doce, utilizando-as para adoçar bebidas medicamentosas e especialmente o mate cozido. Ao estudar usas propriedades químicas em 1900, o químico paraguaio Ovídio Rebaudi conseguiu isolar dois produtos da planta: um princípio extremamente doce e um amargo. Bertoni, em 1918, mostrou que a substância doce extraída da planta era 180 vezes mais doce que a sacarose e, em 1921 o nome esteviosídeo foi atribuído ao princípio adoçante.

O esteviosídeo é um edulcorante natural, presente em maior teor nas folhas da Stevia rebaudiana (Bert.) Bertoni. Não apresenta ação cariogênica ou carcinogênica, sendo inócuo à saúde. É altamente estável em meio ácido e ao aquecimento, podendo ainda ser considerado como edulcorante não calórico. O esteviosídeo pode ser utilizado em alimentos ou bebidas dietéticas num limite máximo de 60mg/100g ou 100ml.

ACESULFAME K

O acesulfame K, descoberto em 1967 e aprovado pelo FDA em 1988, é considerado como tendo metade da doçura da sacarina e como sendo quatro vezes mais doce que o ciclamato. Seu sabor doce é percebido rapidamente mas, quando em altas concentrações em soluções aquosas, um gosto amargo aparece. É termoestável e solúvel em água, o que facilita seu uso em vários tipos de alimentos.

Normalmente o acesulfame K é utilizado em associação com outros adoçantes. Como não é metabolizado, não apresenta calorias.

O acesulfame K é utilizado em alimentos ou bebidas dietéticas em quantidades suficientes para obtenção do efeito desejado.

SORBITOL E MANITOL

Os edulcorantes naturais sorbitol e manitol pertencem à categoria dos álcoois poliídricos ou polióis, e são obtidos como produtos de hidrogenação do açúcar invertivo. São importantes em alguns alimentos pelas suas propriedades de textura em goma de mascar, balas e drageados. O poder adoçante do sorbitol e manitol é cerca de 50% inferior ao da sacarose. Podem ser utilizados em alimentos ou bebidas dietéticas sem limite.

SUCRALOSE

A sucralose é um edulcorante não nutritivo criado a partir do açúcar, altamente estável. É aproximadamente 600 vezes mais doce que a sacarose e não apresenta sabor residual. É um adoçante não calórico, absorvido em pequenas quantidades e eliminado predominantemente pelas fezes.


Os valores máximos permitidos para o consumo de adoçantes artificiais de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS):

Acessulfame K = 15 mg/Kg peso corporal
Aspartame = 40 mg/Kg peso corporal
Ciclamato = 11 mg/Kg peso corporal
Sucralose = 15 mg/Kg peso corporal
Sacarina = 5 mg/Kg peso corporal
Estévia = 5,5 mg/Kg peso corporal
Xylitol, manitol, sorbitol = 15 mg/Kg peso corporal


A posição do site de Nutrição do Portal Orgânico em relação aos adoçantes artificiais, é a mesma preconizada pela Dra. Elaine de Azevedo, descrita em seu livro: "Alimentos Orgânicos", que transcrevemos a seguir:

"É importante mencionar o perigo dos adoçantes artificiais ou edulcorantes - a sacarina, o ciclamato e o aspartame - cujo uso é incentivado indiscriminadamente na mídia pela indústria farmacêutica.
A imagem da magreza, relacionada ao uso de adoçantes artificiais, em contraposição à obesidade e ao consumo de açúcar, utilizada na mídia, é muito simplista para dar conta da complexidade dos problemas relativos à obesidade. Além disso, as propagandas ignoram a ação tóxica dos adoçantes artificiais e as repercussões do seu uso na saúde humana. O aspartame é uma neurotoxina, ou seja, uma droga que destrói o sistema nervoso e o cérebro. Sua molécula tem três componentes: o ácido aspártico, a fenilalanina e o metanol. O ácido aspártico causa lesões cerebrais em experiência com animais. A fenilalanina existente no aspartame é neurotóxica, quando isolada dos outros aminoácidos das proteínas. Facilita a ocorrência de ataques epiléticos e bloqueia a produção de serotonina, que é uma das substâncias existentes no cérebro para regular o sono. Níveis baixos de serotonina, além de insônia, provocam depressão, angústia e alterações no humor. O metanol, depois de ingerido, converte-se em formalteído e ácido fórmico (principal componente do veneno das picadas da formigas). O formaldeído também é uma neurotoxina de ação cancerígina e faz parte do mesmo grupo das drogas como cianeto e arsênico.

Segundo o médico oncologista Dr. Juvenal Antunes Oliveira Filho, apesar de possuir um poder de adoçamento muito maior que o açúcar de cana comum, aliado a baixíssimas calorias, o uso constante de adoçantes artificiais pode criar problemas para o organismo, incluindo o aparecimento e agravamento de tumores em vários órgãos. Os ciclamatos foram proibidos nos EUA, mas continuam sendo vendidos livremente no Brasil. Nos anos 70 o Ministério da Saúde brasileiro proibiu a comercialização da sacarina, quando pesquisadores norte-americanos alardearam que esse adoçante poderia provocar câncer da bexiga em ratos. O câncer de bexiga é o segundo de maior incidência dos órgãos urogenitais no público masculino, perdendo apenas para o de próstata e representando 3% do total de tumores no Brasil. Órgãos oficiais prevêem aumento de 50% dos casos no mundo até 2020.

Segundo o médico,o aspartame pode estar relacionado com o desenvolvimento da doença de Alzheimer e de tumores cerebrais, cuja incidência tem crescido significativamente, embora não exista prova concreta dessa relação em ambas as doenças (Oncocamp, 2004). Leaderer (1991) desenvolveu estudos que mostram que o ciclamato, o aspartame e a sacarina usados em produtos light causam câncer de bexiga em cobaias.

Pesquisadores alertam que níveis baixos de aspartame desequilibram a função das glândulas pituitárias de camundongos. O bom funcionamento desta glândula garante o equilíbrio de inúmeros processos bioquímicos no organismo (Schainker; Olney, 1974). Alguns pesquisadores alertam para o fato de que o uso do aspartame de ação neurotóxica, pode estar relacionado a doenças sérias como o mal de Alzheimer, esclerose múltipla, doença de Parkinson e lúpus sistêmico.

Também disfuções como tontura, dores musculares, pressão alta, hemorragia de retina e depressão são associadas ao uso contínuo de adoçantes artificiais na dieta através de refrigerantes, de sucos de frutas, chocolates, balas, chicletes e produtos light em geral.
Uma lista de cinquenta e sete estudos científicos sobre as consequências do uso desse adoçante pode ser encontrada no sítio eletrônico do Aspartame Victims Support Group: http://presidiotex.com/aspartame/index.html - acesso em 2 jun 2005.

Com a expansão das dietas de redução calórica e com o crescimento da produção em larga escala de produtos diet e light, o uso de edulcorantes tem aumentando muito nos últimos anos. Essa tendência mais a correlação entre o câncer e os adoçantes, fez com que a Organização Mundial de Saúde recomendasse a ingestão diária do ciclamato em valores localizados entre 0,1 a 11 mg de adoçante por kg de peso corporal como aceitável, evitando intoxicações e maiores riscos à saúde (Fallon; Enig, 1999).

Os refrigerantes, chocolates, chicletes, geléias e outros produtos adoçados artificialmente - alguns conhecidos como sugar free - representam um grande perigo para a população. Os edulcorantes são medicamentos e só deveriam ser utilizados com moderação pelos diabéticos, que podem optar por um adoçante natural, a planta stévia, na forma de chá concentrado ou em pó, industrializada. Porém, é preciso certificar-se de sua pureza e integridade através das indicações do rótulo, pois muitos adoçantes à base de stévia, vendidos no mercado, contêm também adoçantes artificiais. Alerta-se que mesmo essa planta deve ser usada sob prescrição dietética".

SERVIÇO:
Texto extraído do livro: "Alimentos Orgânicos" gentilmente cedido pela autora Dra. Elaine de Azevedo. Para adquirir o livro e ter acesso a todo conteúdo, entre em contato com a autora através do e-mail: elaine@portalorganico.com.br
Sobre a autora: A Dra. Elaine é nutricionista, especializada em Nutrição Antroposófica pela Associação Brasileira de Medicina Antroposófica, mestre em Agroecossistemas pela UFSC e doutoranda em Sociologia Ambiental pela mesma universidade. É consultora e ministra aulas em diversos cursos de Agricultura Orgânica e Biodinâmica no país e é autora de dois livros: Alimentos Orgânicos e Trofoterapia e Nutracêutica, um livro com dieta e orientações nutricionais.

Fonte: Equipe Portal Nutrição
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De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cada indivíduo deveria consumir 100 kg de frutas por ano. Embora o Brasil seja considerado o terceiro maior produtor de frutas do mundo, sobrepondo-se a países como Estados Unidos, Itália e Espanha, e ficando atrás apenas da China e da Índia, o brasileiro consome somente 62 kg/habitante/ano.

Boa parte das frutas tropicais são produzidas em pequena escala, na região da Amazônia e Cerrado, e para chegar em São Paulo o custo é muito elevado. Por isso, algumas delas são desconhecidas da população em geral. Poucas empresas na região vendem frutas na forma fresca, por essa razão elas chegam às grandes capitais em forma de polpa. Além da praticidade, o congelamento preserva ao máximo as propriedades destes frutos.

“As mesmas propriedades destas frutas são encontradas nas mais comuns, como abacaxi, laranja e mamão. O importante é conhecer os benefícios das frutas e assim aumentar o seu consumo”, explica Maurício de Sá Ferraz, gerente da Central de Serviços de Exportação do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf).

A seguir, o agrônomo comenta sobre algumas frutas ainda pouco reconhecidas pelo grande público e seus benefícios para a saúde.

“Estranhas no ninho”

Frutas típicas das regiões norte e nordeste do país têm maior consumo entre os nativos destas localidades, com exceção ao açaí, que conquistou fãs em todo o país. Rico em vitaminas, minerais e fibras, graças ao seu grande valor enérgico e nutricional, proporciona grandes benefícios especialmente para os atletas, além de garantir a longevidade. Mas atenção: uma porção de 100g equivale a 490 Kcal.

O açaí também tem elevada quantidade de vitamina E. Por isso, é considerado antioxidante natural. Com alta concentração de fibras solúveis e insolúveis, é fundamental para manter o bom funcionamento intestinal, a glicemia e a saciedade, entre outros.

O araçá possui muitos minerais, como o cálcio, útil na prevenção à osteoporose; o fósforo, que favorece o descanso mental; e o ferro, que combate a anemia. Sua casca contém tanino, que é bom antidiarreico, e fibras.

Apesar do nome incomum, o babaco é recheado de proteínas e carboidratos, sem ser excessivamente calórico. Também fornece vitamina C e ferro.

O cajá é indicado para o cansaço mental, fadiga, estresse e insônia. É rico em fibras, carboidratos, vitaminas A, B1, B2 e C. Em alguns estados como o Pará, é chamado de taperebá.

Já o caju possui fósforo, cálcio e vitamina C. A polpa carnosa do caju, considerada por muitos como a fruta, é apenas o recipiente do verdadeiro fruto do cajueiro, a castanha.

O camu-camu, produzido na Amazônia, é uma planta que frutifica nos meses de novembro a março, apresentando a coloração vermelho-escura. Devido ao seu elevado teor de vitamina C e fibras, os habitantes da região costumam ingerir o suco da fruta para prevenção de gripes e resfriados.

Encontrado em forma de polpa, por se tratar de uma fruta com casca dura, apenas o interior do cupuaçu vale para consumo. É repleto de ferro, fósforo, proteína, vitamina C, B, B1, B2, B5, taninos e fibras.

Comum na região nordeste, o jambo é encontrado nas cores vermelha, amarela e branca. Tem origem asiática e é rico em proteínas, carboidratos, cálcio, fósforo e ferro.

Normalmente, o marmelo não é consumido ao natural, embora seja uma boa fonte de vitamina C, que se perde durante seu cozimento. Mas contém outras propriedades como vitaminas do complexo B e alguns sais minerais. É também adstringente e fortificante do aparelho digestivo.

Resultado do cruzamento do pêssego com a ameixa vermelha, de baixa caloria - 50 Kcal a unidade -, a nectarina é fonte razoável de betacaroteno e potássio, rica em pectina e possui quantidade moderada de vitamina C.

Por fim, o umbu, nativo das áreas menos chuvosas do Nordeste, contém entre seus principais nutrientes o ferro, potássio e a vitamina C, facilitando a eliminação de toxinas do organismo. A partir dele também é possível às abelhas produzir mel, de sabor bastante peculiar.

As mais tradicionais

A seguir, confira uma tabela, divulgada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), contendo as frutas mais comuns e com maior consumo e suas propriedades.



Bibliografia(s)

Embrapa, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Disponível em: http://www.embrapa.br.
Acessado em 25/02/2010.

Instituto Btasileiro de Frutas (Ibraf). Disponível em: www.ibraf.org.br.
Acessado em: 25/02/2010.

Programa de promoção das exportações das frutas brasileiras e derivados. Disponível em www.brazilianfruit.org.
Acessado em 25/02/2010.